A volta às aulas este ano virá com preços puxados para as famílias brasileiras. No ano passado, os cadernos e artigos de papelaria subiram em média 10%, segundo dados do IBGE – ou seja, o dobro da inflação.
E, na temporada escolar que começa em fevereiro, a alta de preços deve ser ainda maior, entre 20% e 30%, prevê a Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (ABFIAE).
No caso das mochilas e estojos, o aumento previsto pela associação é de 15% a 20%. Os itens importados são a maioria dos artigos do setor.
— Pelo segundo ano, os fabricantes de cadernos sentiram um grande aumento nos preços do papel, principal matéria-prima. O dólar elevado, a redução de capacidade de produção e a menor oferta dos fabricantes, assim como o aumento de demanda internacional e a guerra na Ucrânia, foram os principais fatores. Para os importados, o dólar elevado, a inflação na China e os preços dos fretes internacionais provocaram os aumentos — diz Sidnei Bergamaschi, presidente executivo da entidade.
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